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Jornal de Negócios por C-Studio

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Como conseguir um estilo de vida mais saudável

Como conseguir um estilo de vida mais saudável

A sustentabilidade é – e deve ser – cada vez mais uma preocupação de todos os portugueses. Luís Gonçalves, gestor de produto do ActivoBank e ele próprio um defensor do ambiente, falou em entrevista da importância da adoção de comportamentos mais ecológicos e de soluções energéticas mais eficientes, e do papel do ActivoBank neste processo.

Os números são claros e basta olhar em volta para comprová-los. As principais vias da nossa capital são atualmente partilhadas por automóveis e ciclistas. Cada um no seu devido lugar. O número de ciclovias tem vindo a crescer – atualmente, na capital, atingem os 60 quilómetros, mas a autarquia está a trabalhar para chegar aos 150 – e são cada vez mais as pessoas que as utilizam para as suas deslocações diárias. Segundo o guia “Como pedala Lisboa”, 29% das viagens antes feitas com o automóvel foram substituídas pelas bicicletas GIRA (serviço de bicicletas partilhadas de Lisboa), poupando mais de 100 toneladas de CO2. Também no resto do país as redes de ciclovias nos espaços urbanos têm crescido exponencialmente e são cada vez mais extensas as redes de bicicletas e trotinetas elétricas e estações de carregamento para carros elétricos.

Em 2020, com a pandemia, as ruas ficaram desertas e o silêncio ocupou estranhamente o vazio deixado pelos milhares de viaturas que já não atravessavam diariamente a capital. “Este acontecimento sem precedentes trouxe-nos, contudo, a perceção dos efeitos nefastos da poluição e ruído nas cidades”, salienta Luís Gonçalves, gestor de produto do ActivoBank. A pandemia provocada pela Covid-19 e a expansão do teletrabalho contribuíram para uma maior adesão a estas novas formas ecológicas de mobilidade – em Lisboa, a micromobilidade cresceu 25% em 2020. Mas nunca como agora a mobilidade esteve tão no centro das políticas de urbanismo, transportes, energia e ambiente. ”Há cada vez mais a consciência de que temos de ter um estilo de vida mais saudável, mais sustentável para o planeta e para a nossa sobrevivência”, refere Luís Gonçalves.

No ActivoBank, a sustentabilidade é uma preocupação, sendo que “cerca de 75% do impacto ambiental das instituições são dos projetos que financiam e apoiam”, continua o responsável. Foi assim que nasceu o Crédito EcoActivo, destinado ao financiamento de produtos que se destaquem pela sua eficiência energética – em casa e nas deslocações do dia a dia. “Apoiamos este tipo de investimento, beneficiando com uma taxa de juro mais reduzida e devolvendo posteriormente a comissão de abertura de crédito.” A adesão também está facilitada: se não for cliente, deverá fazer a simulação no site do ActivoBank; se já for cliente, poderá usar a aplicação para telemóvel, onde poderá simular, aceitar as condições, realizar o pedido de crédito e efetuar o upload da documentação – após análise, e em caso de aceitação, receberá o dinheiro em conta; sem necessidade de se deslocar a um balcão.

Uma questão de mobilidade

Para a promoção de uma mobilidade mais ecológica, os apoios financeiros e as medidas adotadas nas cidades são determinantes. Além do financiamento do EcoActivo, “o cliente pode ainda, junto do Fundo Ambiental, receber apoio para este tipo de investimento”. No caso da bicicleta elétrica, a comparticipação é de 50% até ao máximo de 500 euros, e no caso da bicicleta convencional, é de 20% até um máximo de 100 euros. E se pensarmos que, no caso da bicicleta elétrica, o valor de aquisição é substancialmente mais elevado, toda a ajuda é bem-vinda.

Os benefícios são óbvios: mais económica, mais conveniente, mais saudável e melhor para o ambiente. Uma bicicleta elétrica oferece poupanças substanciais no orçamento mensal, reduzindo drasticamente o impacto do aumento constante do preço dos combustíveis nas suas finanças pessoais e familiares; e se considerarmos que os transportes rodoviários são a segunda maior fonte de emissão de gases poluentes para a atmosfera, uma bicicleta elétrica produz 1,25% dos valores emitidos por um veículo a combustão, e a nível sonoro, as emissões são praticamente nulas. Por outro lado, acabaram as horas intermináveis perdidas em filas de trânsito e ainda faz exercício físico durante uma deslocação diária de rotina.

A bicicleta deixou de ser vista apenas como um equipamento desportivo, para passar a fazer parte da rotina diária de muitos portugueses. A t-shirt e o calção de licra deram lugar ao fato e gravata e até, para as mais corajosas, a uma saia mais comprida ou mesmo um vestido. E é neste ponto que as elétricas ganham às convencionais. Mesmo na cidade das sete colinas, um motor elétrico – especialmente se instalado no eixo dos pedais – vai oferecer segurança, estabilidade e uma viagem livre de suor. Sempre que pedalar, a bicicleta dará uma ajuda extra. E se algum dia lhe apetecer testar a sua condição física, muitas delas permitem regular o nível de “ajuda”.

Para uma casa “EcoActiva”

Também nas habitações, há uma crescente aposta em soluções energéticas mais eficientes, proporcionando mais conforto e qualidade de vida aos residentes – “E isso não tem preço”, recorda Luís Gonçalves. Pode ainda contribuir para a redução da fatura mensal da eletricidade – desde que o projeto seja devidamente dimensionado.

Os primeiros passos estão dados, mas há ainda um longo caminho a percorrer. De acordo com estimativas da Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2021-2050, entre 1,2 e 2,3 milhões de portugueses vivem em situação de pobreza energética moderada e entre 660 e 740 mil pessoas encontram-se numa situação de pobreza energética extrema. Porquê? Baixos rendimentos, edifícios e equipamentos pouco eficientes, custos elevados de energia e baixa literacia energética são alguns dos fatores que contribuem para estes números. Segundo as estatísticas europeias, Portugal é um dos piores países europeus nesta matéria.

O EcoActivo poderá dar-lhe o impulso necessário para tornar a sua habitação mais eficiente. Esta linha de crédito apoia janelas mais eficientes, isolamento térmico de coberturas, pavimentos, soluções de eficiência hídrica, assim como a substituição de portas da entrada. Pode ainda financiar eletrodomésticos que se destaquem pela sua eficiência superior com classificação A+. No que diz respeito ao aquecimento, as caldeiras a biomassa também são elegíveis para este investimento. Resumindo: “tudo o que numa habitação possa resultar numa maior eficiência energética estamos disponíveis para apoiar e financiar”.

2050 não está num futuro longínquo e os objetivos são ambiciosos. Atingir a neutralidade carbónica só será possível se todos contribuirmos. O ActivoBank lançou os créditos EcoActivo, +Energia e Auto Elétrico. Lisboa ambiciona, até 2030, reduzir o uso do automóvel privado em 28% e subir para 66% a utilização de transportes públicos, de bicicletas e de caminhada. E você, o que está disposto a fazer para reduzir a sua pegada ecológica e atingir a “net zero”?


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